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Filha tenta há 4 anos devolver aposentadoria paga após morte da mãe

A mãe de Rosa Dorneles, de Curitiba, recebeu quatro depósitos na conta corrente depois de ter o falecimento informado; 'Imagino a dificuldade que deve ser para receber', comenta a filha.

28/02/2020 17h10Atualizado há 1 mês
Por: Redação
Fonte: G1 PR
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Professora Rosa Dorneles, de Curitiba, tenta há quatro anos devolver aposentadoria recebida pela mãe após o falecimento — Foto: Reprodução/RPC
Professora Rosa Dorneles, de Curitiba, tenta há quatro anos devolver aposentadoria recebida pela mãe após o falecimento — Foto: Reprodução/RPC

Uma moradora de Curitiba tenta há quatro anos devolver quatro parcelas da aposentadoria que foram recebidas na conta bancária da mãe após a morte.

"Eu imagino a dificuldade que deve ser para você receber. Eu só quero devolver", relata Rosa Dorneles.

A professora Rosa conta que a mãe faleceu em fevereiro de 2016 e que a família acionou um cartório para comunicar o óbito.

À época, o cartório tinha o prazo de 40 dias para informar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Após o informe, o benefício de aposentadoria deveria ter sido suspenso, o que não aconteceu.

O benefício de R$ 880 continuou caindo na conta corrente da mãe dela, na Caixa Econômica Federal, por quatro meses.

Moradora de Curitiba tenta devolver aposentadoria recebida pela mãe após a morte, há quatro anos — Foto: Reprodução/RPC
Moradora de Curitiba tenta devolver aposentadoria recebida pela mãe após a morte, há quatro anos — Foto: Reprodução/RPC

Os depósitos pararam quando a família procurou, pessoalmente, uma agência do INSS, no interior do Rio Grande do Sul, e informaram novamente o falecimento.

Devolução do dinheiro

Na tentativa de devolver o dinheiro para encerrar a conta corrente da mãe e dar baixa no CPF, a filha afirma que esteve por diversas vezes em agências do INSS e que fez inúmeros telefonemas além de acessos ao site da Previdência Social.

Segundo ela, um órgão repassou a responsabilidade para o outro.

Em uma agência da Caixa Econômica Federal, onde a mãe possuía a conta, a filha disse que foi informada pelo gerente que deveria apresentar uma "guia de devolução de crédito pós óbito".

Na agência do INSS, o atendente informou que tal guia não existe, e que ela deveria solicitar um documento sobre informe de "valor não recebido até a data do óbito". Ela afirma que realizou o procedimento, que está em análise.

"Analisar o quê? Eles sabem que foi pago além. Teriam que ter me dado a resposta", reclama.

Rosa conta que acionou a Justiça Federal e que aguarda o decorrer do processo. Para ela, devolver o dinheiro que foi depositado na conta da mãe, após a morte, representa também encerrar um longo período de luto.

"Como é difícil a gente cumprir uma coisa que é legalmente responsabilidade nossa. Caiu o dinheiro na conta após o falecimento da minha mãe eu estou tentando devolver", diz. >

O que dizem os órgãos responsáveis

O INSS informou que ainda está averiguando o ocorrido no caso e que, logo que possível, fornecerá à Rosa Dorneles, a "definitiva resolução da questão".

A Caixa Econômica Federal disse que orientou Rosa, no dia 3 de fevereiro, informando que era necessário que o INSS comunicasse o banco, através de ofício, solicitando a devolução dos valores creditados indevidamente.

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