MÃOS AO ALTO, ISTO É UM ASSALTO!
28-07-2011 12h20
Não! Não é uma simples frase solta ao vento, muito menos roteiro de filme de ação. Esta frase, na verdade, está se tornando rotina no comércio de Pérola, especialmente nas Farmácias estabelecidas no município.
Isso mesmo. Em pouco mais de 60 dias, três, das seis farmácias instaladas aqui, passaram pelo crivo, susto, agonia e, pela humilhação de um assalto.
Dia 14 de maio, sábado, por volta do meio dia, a primeira farmácia a ser visitada, no centro da cidade, um sujeito portando uma faca de cozinha anunciou o assalto. Dia 18 de julho, segunda-feira, aproximadamente 19 horas, tempo frio e chuvoso, avenida deserta, situação apropriada para o sujeito, que adentrou a segunda farmácia, essa na parte baixa da cidade, portando um revólver. O último assalto, aconteceu apenas 4 dias depois, 22 de julho, sexta-feira, também por volta de 19 horas, a farmácia escolhida dessa vez, novamente no centro da cidade.
Somando os 3 assaltos, não levaram mais do que R$ 500,00, porém o estrago emocional e psíquico deixado nos funcionários são, com toda certeza, de maior grandeza, além do sentimento de incapacidade que gera medo, fobia e traumas.
Observem que nos três episódios, o indivíduo (ou indivíduos) escolheram o horário de fechamento dos estabe
lecimentos e em menos de 60 segundos realizaram o “trabalho”. Se observarmos ainda o passado recente do município, muitos outros estabelecimentos foram visitados por assaltantes: Correio, Panificadora, Posto de Combustível, Lotérica, Lanchonete e outros. Sem contar que há pouco mais de 30 dias a PM conseguir desarticular uma quadrilha que planejava assaltar uma casa de moradia que ostentava metal precioso em seu interior.
A culpa é de quem?!
Não é a intenção deste artigo, apontar culpados ou responsáveis, uma vez que a PM tem feito seu trabalho e de maneira muito efetiva e ostensiva.
Essa maré de assaltos é nada mais, nada menos que resultado do progresso da cidade, uma vez que aumentando sua população e a transição de dinheiro no comércio, também aumenta o interesse de indivíduos de índole transviada em aproveitar da situação. Da mesma forma que a cidade cresce, cresce também a criminalidade. Outro fator que contribui para a situação em questão é o consumo e venda de drogas que hoje já não tem fronteiras e é uma realidade gritante em todas as localidades.
O que fazer?!
Não nos sobra outro remédio a não ser orar, tomar cuidado e torcer pra não sermos a próxima vítima.
Joel W. Marques
joelmarques@radioboanovafm.com.br







