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POLÍTICA
Richa fala sobre fraudes em escolas e diz que não tem compromisso com quem comete erros
Governador do Paraná fez declarações a respeito da Operação Quadro Negro, que investiga desvio de dinheiro para a construção de escolas.
Redação Pérola - PR
Postada em 08/08/2017 ás 08h41
Richa fala sobre fraudes em escolas e diz que não tem compromisso com quem comete erros

O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) falou nesta segunda-feira (7) a respeito das investigações da Operação Quadro Negro, que investiga um suposto esquema criminoso que desviou mais de R$ 20 milhões, que deveriam ter sido usados para a construção de escolas públicas. Em entrevista, ele disse que não tem compromisso com quem cometeu desvios.


"Em relação a qualquer um dos investigados, eu só posso dizer o seguinte, eu não tenho compromisso com o erro de ninguém. Nem de eventuais pessoas próximas ou amigos meus. Quem deve, e for constatada a irregularidade, deve responder por isso", afirmou.


A declaração de Richa faz referência ao homem apontado como chefe do esquema na Secretaria da Educação (Seed). Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o ex-diretor da pasta, Maurício Fanini, usava a amizade que mantinha com Richa para convencer os envolvidos a participarem da fraude. De acordo com as investigações, o esquema também teria um braço político, dentro da Assembleia Legislativa.


"Quem iniciou toda essa investigação foi o governo do estado, por minha determinação. Quando recebemos as denúncias de obras que não eram realizadas e acabavam sendo pagas, nós encaminhamos para uma sindicância na Secretaria da Educação", disse Richa. Segundo ele, assim que a fraude foi constatada, o material foi repassado à Polícia Civil, para que a investigação tivesse continuidade.


Processos criminais e cíveis


Na quarta-feira (2), o Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu a condenação de 18 pessoas e três empresas por improbidade administrativa. Os promotores também querem indenizações de danos morais e materiais que somam R$ 41 milhões. Além desses processos, há uma outra ação criminal, que está parada.


Nos processos, o MP-PR diz que a fraude consistia principalmente na elaboração de relatórios falsos sobre o andamento das obras. Os documentos apontavam que as construções estavam em andamento ou quase prontas, quando na verdade o ritmo era muito mais lento do que os documentos indicavam. Com as declarações falsas, que eram produzidas por funcionários da Seed, o governo liberava os pagamentos à Construtora Valor, responsável pelas obras.


(G1 PR)
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