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IPCA-15 sobe em junho, mas registra menor 1º semestre desde 1994
Conta de luz e despesas com habitação impulsionaram alta; mesmo assim, resultado é o menor em 11 anos para meses de junho
Redação Pérola - PR
Postada em 23/06/2017 ás 10h58
IPCA-15 sobe em junho, mas registra menor 1º semestre desde 1994

Conta de luz pesou no bolso do consumidor Foto: José Patrício/Estadão

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,16% em junho, após subir 0,24% em maio. Conta de luz e habitação tiveram o maior impacto no avanço registrado. Os alimentos continuam pressionando o índice para baixo.


O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam que o indicador registrasse de uma queda de 0,10% a uma alta de 0,22%, com mediana positiva de 0,11%.


Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula aumento de 1,62% no ano, a menor variação vista para um primeiro semestre desde 1994. No mesmo período do ano passado, o índice teve avanço de 4,62%.


A taxa acumulada em 12 meses até junho foi de 3,52%, a menor na mesma base de comparação desde junho de 2007. No mês, o avanço registrado só não é menor do que visto no mesmo mês de 2006.


Os grupos alimentação e bebidas (-0,47%) e transportes (-0,10%), que são responsáveis pela metade das despesas do consumidor, tiveram queda. Os alimentos representam 26% dos gastos dos brasileiros e tiveram impacto mais intenso na queda, de -0,12 ponto percentual. O grupo dos transportes, que participa com 18%, ficou em -0,02 p.p.


Duas das 11 regiões metropolitanas pesquisadas registraram deflação em junho. Os preços ficaram mais baratos em Fortaleza (-0,13%) e Belo Horizonte (-0,21%). Em maio, o IPCA-15 também tinha registrado deflação em duas regiões metropolitanas: Goiânia (-0,22%) e Belém (-0,04%).


No IPCA-15 de junho, Belo Horizonte ficou na contramão do resto do País e teve queda de 2,33% na energia elétrica. "A alimentação no domicílio (-1,36%) ficou distante da média nacional (-0,83%), sobressaindo as frutas, que apresentaram queda de 12,66%", diz a nota divulgada pelo IBGE.


No lado das altas, Recife foi a região metropolitana com o resultado mais elevado (0,46%) no IPCA-15 de junho. "Entre outros fatores, as contas de energia elétrica aumentaram 12,71%, bem acima da média nacional de 2,24%, tendo em vista o reajuste de 8,87% nas tarifas, vigente desde 29 de abril", diz a nota do IBGE.


(Estadão)

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